Bucolismo intranquilo de Diogo Bernardes e os modos de sacralização do edénico locus amoenus

José Cândido de Oliveira Martins

Resumo


O paraíso da paisagem do Lima, representado de modo multiforme no bucolismo da poesia quinhentista de Diogo Bernardes, tem a sacralidade das origens e a beleza de um idealizado retiro campestre (locus amoenus), de acordo com uma mítica e irrecuperável idade de ouro. Porém, a luminosidade dos temas e das convenções estético‑literárias de matriz clássica, que regem o modo bucólico e as representações do espaço idílico, é ensombrada pela omnipresente melancolia e pelo sentimento religioso, típicos de uma nova sensibilidade e mundividência maneiristas.

Palavras-chave


bucolismo; Diogo Bernardes; lugar ameno; maneirismo; melancolia; O Lima; religiosidade

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