Pátria – Criação e Palingenesia

Luís Machado de Abreu

Resumo


As leituras do poema dramático Pátria, de Guerra Junqueiro, realçam em geral, ora a dimensão satírica e jacobina,ora a sebastianista e messiânica. Esta comunicação propõe‑se mostrar uma perspectiva de leitura baseada na concepção cíclica do tempo. Pátria apresenta‑nos a narrativa alegórica de uma palingenesia histórica cujo sujeito é Portugal. Sobre a governação da dinastia de Bragança pesa o ónus da agonia em que cai o país, levando‑o ao desastre do Ultimatum. As personagens do Doido e do Espectro de Nun’Álvares mostram como através do sofrimento redentor se prepara o nascimento de um Portugal novo, na figura de uma criança frágil mas garantia de esperança.

Palavras-chave


Junqueiro; palingenesia; tempo; expiação; renascimento

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