O fazer jornalístico e o enfrentamento de cenários complexos inaugurais

Mozahir Salomão Bruck, Bruna Raquel de Oliveira e Santos

Resumo


O artigo busca refletir sobre desafios e dificuldades que
o fazer jornalístico enfrenta diante do surgimento e
desenvolvimento de circunstâncias/situações complexas
que impactam a sociedade estabelecendo, geralmente,
novos parâmetros de compreensão e de abordagens
de tais temas/assuntos. Tais contextos estabelecem,
no tecido social, novos paradigmas de comportamento
individual e coletivo e, muitas vezes, reorientando as
relações sociais. Nossos focos de observação foram como
jornais brasileiros se portaram diante do aparecimento
e posterior explosão da Aids, na metade da década de
1980, e da droga crack, que teve seu primeiro registro
no Brasil no final dessa mesma década. A hipótese é
que diante de novos quadros de realidade e de suas
exigências de explicação, o trabalho jornalístico tende
a se desenrolar em circunstâncias de instabilidade, em
função de incertezas, generalizações e mitificações – que
se instalam nas lacunas abertas pela impossibilidade
inicial de melhor compreensão de tais processos.


Texto Completo:

PDF

Referências


Alsina, M.R. (2009). A construção da notícia. Petrópolis, Vozes.

Bardin, L. (2009). Análise de conteúdo. Lisboa, Edições 70.

Benetti, M. e Fonseca, V. P. S.(2010). Jornalismo e acontecimento. Florianópolis, Editora Insular.

Berger, P. L. e Luckmann, T. (2003). A construção social da realidade: tratado de sociologia do conhecimento. (23. ed. ). Petrópolis, Vozes.

Bird, S. E. Dardenne, R. W. Mito, registro e estórias: explorando as qualidades narrativas das notícias. In Traquina, N. (org. ). (1993). Jornalismo: questões,

teorias e estórias. Lisboa, Vega.

Bruck, Mozahir S. Crack na imprensa: imaginários e modos de representação do jornalismo sobre o surgimento e a explosão da droga em Belo Horizonte

(MG, Brasil). Artigo apresentado à Compós em 2013. Acedido a 28.06.2013.

Bruck, M. S. e Carvalho, C. A. (2012). Jornalismo: cenários e encenações. São Paulo, Intermeios.

Carvalho, C. A. (2009). Visibilidades mediadas nas narrativas jornalísticas: a cobertura da Aids pela Folha de São Paulo de 1983 a 1987. São Paulo, Annablume.

Castoriadis. C.(2002). (Vol. II). As encruzilhadas do labirinto: os domínios do homem. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira.

Correia, J. C. O admirável mundo das notícias. Labcom Books, 2011. Disponível em http://www.livroslabcom.ubi.pt/book/26

Fausto Neto, A. (1999). Estudo sobre a AIDS. São Paulo, Hacker Editores.

Fausto Neto, A. Em busca da cena primária. Copião do autor. 1998.

Gomes, W. (2009). Jornalismo, fatos e interesses. Florianópolis, Editora Insular.

Kovach, B. e Rosentiel, T. (2004). Os elementos do jornalismo. São Paulo, Geração Editorial.

Lage, Leandro. Notas sobre narrativa e acontecimento jornalístico. In: Leal, B. S. e Carvalho, C. A. (orgs.). (2013). Narrativas e poéticas midiáticas: estudos e perspectivas.

São Paulo, Intermeios.

Lago, C. e BENETTI, M. (2008). Metodologia de pesquisa em jornalismo. Petrópolis, Vozes.

Marroco, B.(2004). Prostitutas, jogadores, pobres e vagabundos no discurso jornalístico. São Leopoldo, Unisinos.

Martini, S. e Luchessi, L. (2004). Los que hacen la noticia. Buenos Aires, Biblos.

MOUILLAUD, Maurice e PORTO, Dayrell Sérgio. O Jornal: da forma ao sentido. Brasília, Editora Universidade de Brasília, 2002.

MULHERES que consomem «ecstasy» mais susceptíveis a danos cerebrais do que homens. Público, Portugal, 30 nov. 2001. Diponível em: . Acesso em:

de maio 2013

Penedo, C. C.(2003). O crime nos media. Lisboa, Livros Horizonte.

Ponte, C. (2005). Para entender as notícias. Florianópolis, Editora Insular.

Quéré, Louis. A dupla vida do acontecimento: por um realismo pragmatista. In: França, V. R. V. e Oliveria, L. (2012). Acontecimento: reverberações. Belo Horizonte,

Autêntica.

Rebelo, J. (2000). O discurso do jornal: o como e o porquê. Lisboa, Editorial Notícias.

Ricoeur, P. (1994 - 3v).Tempo e narrativa. Campinas, Papirus, Rodrigues, A. O acontecimento. In. Traquina, N. (org. ). (1993). Jornalismo: questões, teorias e estórias. Lisboa,

Vega.

SAPORI, L. F. e Medeiros, R. (2010). Crack: um desafio social. Belo Horizonte, Editora PUC Minas.

Silva, G. et al. (2011). Jornalismo contemporâneo figurações, impasses e perspectivas. Salvador, Edufba/Compós. 2011.

Soares, R. L. (1998) (v. 2, n.2). Interface - Comunicação, Saúde, Educação. São Paulo, USP.

Sodré, M. (2002). Antropológica do espelho. Petrópolis, Vozes.

Sontag, S. (1989). A AIDS e suas metáforas. São Paulo, Companhia das Letras.

Sontag, S. (2003) Diante da dor dos outros. São Paulo, Companhia das Letras.

Sousa, J. P. (2000). As notícias e seus efeitos. Coimbra, Minerva.

Sousa, J. P. (2005). Elementos de jornalismo impresso. Florianópolis, Letras Contemporâneas.

Traquina, N. (2004). Teorias do jornalismo: porque as notícias são como são. Florianópolis, Insular, 2004.

Traquina, N. (2001). O estudo do jornalismo no século XX. São Leopoldo, Editora Unisinos, 2001.

Traquina, N.(2003). Jornalismo: questões, teorias e estórias. Lisboa, Vega,.

Wolf, M. (1999). Teorias da comunicação. Bracarena: Editorial Presença.