Comunicação do Risco: o que dizer, quando dizer

Sandra Jesus

Resumo


Apesar de as avaliações sistémicas sobre “risco”
remontarem ao quarto século antes de Cristo, ou seja,
à civilização Babilónica, a área de estudo que podemos
designar enquanto “comunicação do risco” é muito
recente. De facto, somente nas últimas décadas do século
passado podem ser encontradas referências explícitas na
literatura especializada acerca da “comunicação do risco”.
Assim, a paredes meias com outros dois conceitos o de
“comunicação de crise” e o de “comunicação em situação
de emergência” este campo de investigação varia na sua
definição conceptual e na própria forma como recorta o
seu objeto disciplinar consoante as áreas de atividade nas
quais se enquadra.
O objeto de estudo do presente artigo é, portanto, o risco
natural, sendo apresentada a caracterização do contexto
nacional.
A “comunicação do risco” enquanto comunicação
planificada e organizada foi o objeto de estudo da
investigação empírica cujas conclusões aqui são
apresentadas.
Foi utilizada uma metodologia de cariz qualitativo, tendo
sido inquirido atores estratégicos relevantes na área do
risco natural em Portugal - desde a área da saúde pública
à proteção civil.


Palavras-chave


comunicação do risco; risco geofísico; catástrofe; mitigação; perceção do risco

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Referências


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