A importância do contexto cultural para a comunicação empresarial: um breve enquadramento

Pedro A. Vieira, Helena Sousa

Resumo


O modo como as empresas olham cada vez mais para o mundo como o seu mercado
potencial faz com que o sucesso dos negócios internacionais dependa em grande medida da eficácia
da comunicação em contexto intercultural. Estudar e relacionar a comunicação intercultural e a
comunicação empresarial faz por isso muito sentido. O que distingue a comunicação intercultural
de outros tipos de comunicação é a interacção entre pessoas percebidas como diferentes de nós.
No entanto, é fácil perdermo-nos neste conceito e nas suas implicações. Este texto procura, por isso,
contextualizar a noção de cultura, os seus níveis e as suas dimensões, assim como identificar barreiras
à comunicação intercultural.
Uma análise e investigação mais profunda das teorias pode levar-nos a concordar ou a discordar sobre
os seus resultados e sobre o que elas advogam. Porém, do nosso ponto de vista, esse não será o aspecto
mais importante. Fundamental na sua leitura e revisão será a ajuda que nos dará a entender melhor
a nossa cultura, a encontrar e a perceber as diferenças em relação às outras, a antecipar os riscos e
as formas de minimizar o seu impacto, a tornar-nos comunicadores interculturais mais eficazes e,
como consequência, a obter melhores resultados.


Palavras-chave


diferenças culturais; níveis de cultura; dimensões de cultura; barreiras à comunicação; comunicação empresarial; comunicação intercultural

Texto Completo:

PDF

Referências


Barna , L. M. (1998), «Stumbling Blocks in Intercultural Communication», in: Bennet , M. J. (ed.) (1998), Basic Concepts of Intercultural Communication: Selected Readings. Boston: Nicholas Brealey Publishing, p. 337-346.

Ghemawat , P. (2001), «Distance Still Matters», Harvard Business Review, 79, p. 137-147.

Ghemawat , P. / Reiche, S. (2011), «National Cultural Differences and Multinational Business», Globalization Note Series, 11, p. 1-18.

Gouveia , V. V. / Ros , M. (2000), «Hofstede and Schwartz’s models for classifying individualism at the cultural level: Their relation to macro-social and macro-economic variables», Psicothema, 12, p. 25-33.

Hal, E. T. (1959), The Silent Language. New York: Doubleday.

— (1976), Beyond Culture. New York: Doubleday.

— (1993), An Anthropology of Everyday Life. New York: Doubleday.

Hofstede, G. (2001), Culture’s Consequences: Comparing Values, Behaviors, Institutions and Organizations Across Nations. Thousand Oaks CA: Sage.

— (2006), «What did GLOBE really measure? Researchers’ minds versus respondents’ minds», Journal of International Business Studies, 37, p. 882-896.

Hofstede, G. / Hofstede, G. J. / Minkov , M. (2010), Cultures and Organizations: Software of the Mind. London: McGraw-Hill.

House, R. / Javidan , M. / Hanges, P. / Dorfman, P. (2002), «Understanding cultures and implicit leadership theories across the globe: An introduction to project GLOBE», Journal of World Business, 37, p. 3-10.

Jandt, F. E. (2013), An Introduction to Intercultural Communication: Identities in a Global Community. London: Sage.

Tang , J. / Ward , A. (2003), The Changing Face of Chinese Management. London: Psychology Press.

Kathpalia , S. S. / Ling, K. S. (2014), «The changing landscape of business communication», in: Bhatia , V. / Bremner, S., The Routledge Handbook of Language and Professional Communication. London: Routledge, p. 274-286.

Khana, T. (2014), «Contextual Intelligence», Harvard Business Review, 92, p. 58-68.

Kres, G. (2010), Multimodality: A Social Semiotic Approach to Contemporary Communication. London: RoutledgeFalmer.

— (2012), «Thinking about the notion of “cross-cultural” from a social semiotic perspective», Language and Intercultural Communication, 12, p. 369-385.

McQuail , D. (2010), McQuail’s Mass Communication Theory. London: Sage.

Schein, E. H. (2004), Organizational Culture and Leadership. San Francisco: Jossey-Bass.

Schmidt, W. V. / Conaway , R. N. / Easton , S. S. / Wardrope , W. J. (2007), Intercultural Communication and International Business. Thousand Oaks, CA: Sage.

Schneider, S. C. / Barsoux, J. L. (2003), Managing Across Cultures. Hemel Hempstead: Prentice Hall/Financial Times.

Schwart z, S. H. (1994), Beyond Individualism-Collectivism: New Cultural Dimensions of Values. Thousand Oaks, CA: Sage.

Scollon , R. / Scollon , S. W. / Jones , Rodney (2011), Intercultural Communication: A Discourse Approach. New Jersey [u.a.]: Wiley Blackwell.

Stier , J. (2006), «Internationalisation, Intercultural Communication and Intercultural Competence», Journal of Intercultural Communication, 11, p. 1-12.

Trompenaars , F. / Hampden -Turner , C. (1998), Riding the Waves of Culture: Understanding Cultural Diversity in Global Business. London: Nicholas Brealey Publishing.

Wilson , J. / Ward , C. / Fischer , R. (2013), «Beyond Culture Learning Theory: What Can Personality Tell Us About Cultural Competence?», Journal of Cross-Cultural Psychology, 44 (6), p. 900-927.