A "marca" de Caim na obra de Fernando Pessoa

Manuela Parreira da Silva

Resumo


Uma visão muito particular de Deus, do Diabo, da Serpente, e implicitamente de Caim, própria das correntes gnósticas, é detectável não só nos fragmentos para uma projectada obra de carácter esotérico, intitulada O Caminho da Serpente, como em muitos outros textos pessoanos. O processo heteronímico, enquanto percurso errante (desassossegado) de um poeta que, sem cessar, viaja ou “voa outro”, é, porventura, em si mesmo, sinal de uma iniciação luciferina, de que o “iluminado” Caim (ou Caeiro?) é, igualmente, devedor.

Palavras-chave


Fernando Pessoa; gnosticismo; Caim; iniciação; heteronímia

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