Lillias Fraser. Fugas. Guerra e Exílio. (De uma menina escocesa na Europa de setecentos)

Maria Fernanda de Abreu

Resumo


De Escócia (1746) a Portugal (1751), vemos a pequena Lillias Fraser “fugir na sua fuga de criança”. Fugir da guerra e da morte. A casa queimada e a ausência do cheiro da mãe. Desde o campo da batalha de Culloden e os saudosos céus cinzentos do norte até Lisboa, nas vésperas do terramoto. E, depois, até Almeida, no meio do cerco castelhano. Na fronteira. Regressar a Lisboa e cruzar o Tejo, agora para o sul, “De que iriam viver? Onde morar? Quem as consentiria na fronteira?”.
Fugir de, deixar, partir, desertar, desterrar-se, peregrinar, procurar “outra nação”, chegar a, avançar em direcção a, encaminhar-se para, morar em. Por fim, querer que a sua criança nasça “na terra de ninguém, num espaço entre fronteiras …”. Toda uma história de exilada, escrita por Hélia Correia, ficção em português, 2001. Que casas? Que mães? Que caminhos e gentes?

Palavras-chave


literatura; narrativa; exodus; guerra; fronteira; exílio

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Referências


Correia, H. (2001). Lillias Fraser. Lisboa: Relógio d’Água.

Guillén, C. (1995). El Sol de los desterrados: literatura y exílio. Barcelona: Sirmio, Cuaderns Crema.

Said, E. W. (2002). Reflecions on exile and Other Essays. Cambridge, MA: Harvard University Press.