Intenção empreendedora: alunos dos cursos de mestrado da ESEIG-IPP

Teresa Dieguez

Resumo


O presente artigo apresenta o resultado de uma pesquisa realizada na Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão (ESEIG), do Instituto Politécnico do Porto, localizada nos concelhos da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, Portugal. Tem como objetivo principal o estudo da intenção empreendedora dos alunos dos cursos de mestrado, matriculados no ano letivo 2015/2016. Pretende analisar a perceção dos inquiridos sobre o que é o empreendedorismo, o que é ser empreendedor e, por consequência, conhecer quais as suas intenções empreendedoras e se estas variam consoante uma série de fatores entre os quais os fatores sociais, culturais, demográficos e de educação.
Os dados foram recolhidos no primeiro semestre académico de 2015/2016, através de um método misto, que envolveu a implementação de um inquérito em sala de aula e via on-line. O questionário foi preenchido por 147 estudantes e a amostra válida ficou constituída por 144 respostas (95% do universo de alunos de mestrado da ESEIG-IPP). Os resultados foram analisados através de estatísticas descritivas SPSS.
Em termos de resultados, esperamos que a razão de os estudantes estarem determinados a criar a sua própria empresa estará ligada a fatores como antecedentes familiares, clima propenso criado na Escola aonde estudam e género. Esperamos também compreender quais os principais obstáculos percebidos pelos alunos e que tipo de perspetiva (positiva ou negativa) têm sobre o a temática.
Em termos de investigação futura, seria interessante adicionar a figura de “estudante-licenciatura”, para diferenciar os estudantes-licenciatura dos estudantes-mestrado e ampliar a amostra a outras Instituições de Ensino Superior.


Palavras-chave


empreendedorismo; intenção empreendedora; ensino superior

Texto Completo:

PDF

Referências


Acs, Z. J. and C. Armington (2002), Entrepreneurial activity and economic growth, Frontiers of Entrepreneurship Research, Babson College:Wellesley, Mass.

Acs, Z. J. and C. Armington (2004), Employment Growth and Entrepreneurial Activity in Cities, Regional Studies, Volume 38, Issue 8, 2004, 911-927.

Ajzen, I. (1991). Theory of planned behavior, Organizational Behavior and Human Decision Process, Volume 50, Issue 2, December 1991, 179-211.

Audretsch, D. (2002): Entrepreneurship: A Survey of the Literature. Institute for Development Strategies, Indiana University & Centre for Economic Policy. Research (CEPR). Prepared for the European Commission, Enterprise Directorate General. London.

Birley, S. (1989). Females’ entrepreneurs: Are they really any different? Journal of Small Business Management, January, 27 (1), 32-37.

Carayannis, E. G., Evans, D. and Hanson, M. (2003) “A cross-cultural learning strategy for entrepreneurship education: outline of key concepts and lessons learned from a comparative study of entrepreneurship students in France and the US”, Technovation, Vol. 23, 757–771.

Castillo, P., Venegas, C., Leiva, Y., Bennett, S., Ortiz, E. and Neto, B. (2008). Una Innovación pedagógica para la formación de universitarios emprendedores. Rev. FAE, Curitiba, 113-126.

Chandler, G. N. and Jansen, E. (1992). The founder’s self-assessed competence and venture preference. Journal of Business Venturing, 7 (3)

Commission of the European Communities 2006. Implementing the Community Lisbon Programme: Fostering entrepreneurial mindsets through education and learning, Brussels.

Davidsson, P. (1995). Determinants of entrepreneurial intentions. Comunicação apresentada na conferência Rent IX, Piacenza, Itália, 23-24 de Novembro, 1995.

Dieguez, T. (2011). “Empreendedorismo: Um grande passo para alcançar o crescimento económico sustentável e uma maior prosperidade global”, IPCA, Fevereiro 2012, 7– 42.

Dornelas, J. (2005), Transformando ideias em negócios, 2.ed. Rio de Janeiro: Elsevier.

European Commission (2005), Proposal for a Recommendation of the European Parliament and of the Council on key competences for lifelong learning, Brussels, 10.11.2005, COM(2005)548 final.

GEM. (2010). GEM Portugal 2010, Estudo sobre o Empreendedorismo, Available on http://www.gemconsortium.org/country-profile/100.

Goñi Gaztelu, E. (1999). Se necesitan emprendedores. ¿Tiene la universidad algo que ofrecer? La educación basada en competencias como respuesta. Boletín de Estudios Económicos, 54 (168), 445-460.

Gorman, G., Hanlon, D. and King, W. (1997), “Some research perspectives on entrepreneurship education, enterprise education and education for small business management: a ten-year literature review”, International Small Business Journal, Vol. 15, No. 3, 56 (22)

Hisrich, R.; Peters, M. (2004), Empreendorismo, 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2004

Isenberg, D. J. (2010). How to Start an Entrepreneurial Revolution. Harvard Business Review, 89(6), 40–50.

Kirzner, I. M. (1979). Perception, opportunity and profit. Chicago: University Chicago Press.

Kornijezuk, F. B. S. (2004), Características Empreendedoras de Pequenos Empresários de Brasília, Universidade de Brasília.

Kuckertz, A. and Wagner, M. (2010) “The influence of sustainability orientation on entrepreneurial intentions - Investigating the role of business experience”, Journal of Business Venturing, Vol. 25, pp 524–539.

Laspita, S., Breugst, N., Heblich, S. and Patzelt, H. (2012) “Intergenerational transmission of entrepreneurial intentions”, Journal of Business Venturing, vol 27, no. 4, pp. 414-435.

Liñan, F. and Chen, Y.W. (2009), Development and Cross‐Cultural Application of a Specific Instrument to Measure Entrepreneurial Intentions, Entrepreneurship Theory and Practice, 33(3), pp. 593-617.

Liñán, F. and Fayolle, A. (2015) A systematic literature review on entrepreneurial intentions: citation, thematic analyses, and research agenda. International, Entrepreneurship and Management Journal 11:4, 907-933.

Oosterbeek, H., Van Praag, M. and Ijsselstein, A. (2010) “The impact of entrepreneurship education on entrepreneurship skills and motivation”, European Economic Review, Vol. 54, pp 442–454.

Pereira, F. J. (2001), Representação social do empresário, Lisboa: Edições Sílabo.

Pestana, M. H. & Gageiro, J. N. (2005), Análise de Dados para Ciências Sociais – A Complementaridade do SPSS, Lisboa: Sílabo.

Pimentel, A. (2008), Curso de empreendedorismo, São Paulo: Digerati Books.

Raijman, R. (2001), “Determinants of entrepreneurial intentions: Mexican immigrants in Chicago”, Journal of Socio-Economics, Vol. 30, pp 393–411.

Sarkar, S. (2007), Empreendedorismo e Inovação, Escolar Editora: Lisboa.

Shapero, A. (1982), The Social dimensions of entrepreneurship, In Encyclopedia of Entrepreneurship. Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall Inc.

Spencer, L. M., & Spencer, S. M. (1993). Competence at work: Models for superior performance. New York, NY: John Wiley & Sons, Inc.

Trice, A. (1991), Relationship among first aspirations, parental occupations and current occupations, Psychological Reports, 68

Vieira, D. and Rodrigues, C. (2014), Os estudantes de engenharia e as suas intenções empreendedoras, Revista Produção Online, Florianópolis, SC, v.14, n. 1, p. 242-263, jan./mar. 2014.