Vna aliqua gemma satis ad naturae contemplationem: o olhar original e verosímil de Agripina

Maria José Ferreira Lopes

Resumo


Memórias de Agripina (1993) é uma obra marcada pelos lugares evocados pela mãe de Nero na sua derradeira noite. Os ambientes, naturais ou obra do homem, símbolos de ideias sedutoras. enfeitiçaram‐na, transformaram‐se em paisagens da sua mente e alma e permanecem impregnados da presença dos mortos. O ponto de vista de Agripina é definido pela sua versão da descrição taciteana do horizonte da sua morte: o inlustris céu de opala e cristal revela a sua visão poética, expressa em metáforas de gemas, reflexo do luxus do seu tempo que, segundo Plínio, via nelas o epítome da majestade da natureza.

Palavras-chave


Memórias de Agripina; Plínio, o Velho; Memória; luz; luxus

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Referências


FERREIRA, Seomara Veiga (1993), Memórias de Agripina. Lisboa, Editorial Presença.

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