A ‘Questão-Problema’ nos relatórios do tipo ‘V de Gowin’: um estudo exploratório no 11.º ano de Biologia do ensino secundário português

Diana Soares, Filipa Borges, Isabel Abrantes, Paulo Magalhães, Betina Lopes, Ana Vitória Baptista

Resumo


Este estudo incidiu sobre o valor didático de um dos recursos utilizados no contexto das aulas práticas de Biologia do ensino secundário português: o relatório do tipo ‘V de Gowin’. Assim, o objetivo foi investigar o seu papel na realização de aprendizagens significativas, tendo-se procedido à análise de conteúdo de 41 relatórios produzidos pelos alunos de uma turma de Biologia do 11.º ano. Os relatórios foram elaborados individualmente no âmbito de duas atividades práticas laboratoriais, “Mitose em células vegetais” e “Extração de DNA”, durante o 2º período do ano letivo 2016/2017. Dada a relevância do questionamento nos processos de ensino e de aprendizagem, a análise centrou-se na categorização do nível cognitivo e da natureza das questões-problema, uma das componentes específicas de um relatório do tipo ‘V de Gowin’. Procedeu-se ainda à análise das conclusões dos relatórios para verificar se as mesmas integravam a(s) resposta(s) à questão-problema. Os resultados corroboram a utilidade do relatório do tipo ‘V de Gowin’ na promoção de aprendizagens por parte dos alunos, tal como tem sido reportado por estudos empíricos levados a cabo em contextos internacionais de ensino de Ciências. Salienta-se, no entanto, que os resultados evidenciam a necessidade de se acompanhar a implementação do ‘V de Gowin’ com estratégias complementares para auxiliar os alunos a tirar o máximo de partido do mesmo no exercício de sistematização e mobilização do conhecimento. Neste sentido, o artigo termina com quatro recomendações específicas não só para professores da área das Ciências, mas para professores de outras áreas científicas.


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Indagatio Didactica | ISSN: 1647-3582

Indexada em
: CAPES/QUALIS (categoria ENSINO, B2 (2015) || RCAAP
Avaliada com o factor de impacto SJIF 2016 = 5.079


Este trabalho é financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., no âmbito do projeto UID/CED/00194/2013.